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Esportes Extremo Sul do Piauí

Vaqueiros de todo o Extremo Sul do Piauí protestam em Corrente a favor da vaquejada

A concentração ocorreu na BR- 135, o trânsito foi interditado nos dois sentidos por duas horas

12/10/2016 11h08 Atualizada há 5 anos
Por: Alessandro Guerra
Vaqueiros de todo o Extremo Sul do Piauí protestam em Corrente a favor da vaquejada

Vaqueiros, trabalhadores de vaquejada e simpatizantes protestaram, nesta terça-feira (11), em Corrente contra a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) pela proibição da atividade no Estado do Ceará, mas que serve de referência para todo o país. Autoridades politicas da região que são ligados ao esporte estiveram presentes no manifesto, como o Ex- prefeito de Corrente Ribeiro, prefeito de Curimatá Reidan Kléber e os prefeitos eleitos de Parnaguá Alemão e Onélio de Sebastião Barros, entre outros.

A concentração inicial ocorreu na BR- 135 (trevo), na entrada da cidade de Corrente. O protesto começou por volta das 15:00h, interditando o trânsito da rodovia, nos dois sentidos. O trânsito ficou congestionado ate ás 18:00h formando assim uma longa fila de carretas e outros veículos. A Polícia Militar esteve no local para controlar o tráfego de veículos.

Do trevo, os vaqueiros seguiram em cavalgada pelas principais ruas do centro da cidade, o protesto foi finalizado em na Rua Desembargador Amaral em frente a paróquia Nossa Senhora da Conceição.

Proprietário do parque de Vaquejada Enilton Rocha que fica na fazenda Aracati na localidade Calumbi, zona rural de Corrente, Dr, Rochinha externou sua preocupação com a decisão e espera que o STF volte atrás. “ A gente recebeu essa decisão com muita surpresa, pelo fato de uma decisão tão rápida que pegou a gente e nos deixou muito abalado devido aos eventos que  agente faz anualmente, as grandes compras que a gente faz de alguns animais, as estruturas que a gente tem montada, então o mundo tá vaquejada hoje tá muito preocupado com essa decisão, e é por isso que estamos aqui fechando a BR não só em Corrente como todo Piauí e Brasil em prol que volte essa decisão pelo supremo que eles analisem e entendam a vaquejada como ela é aqui no nosso nordeste”. Contou.

Tony Terra Forte que é amante do esporte e proprietário de loja de produtos agropecuários em Corrente, disse a nossa reportagem que recebeu a decisão com muita tristeza, pois além de mexer com a principal cultura nordestina afeta o emprego de muitas pessoas que dependem da vaquejada. “ A gente ver essa decisão com muita tristeza, a vaquejada é um esporte cultural nordestino, todo o Nordeste hoje chora por perder a vaquejada que movimenta mais de 600 mil empregos, então é muita gente que vai quando realmente concretizar essa decisão vai ficar sem o que fazer, como vai sustenta a sua família? Então é muita gente que vai ficar desempregada”. Afirmou.

Citando um exemplo da cidade de Cachoerinha – PE, em que a base da economia gira em torno de artesanatos de vaquejada, e caso a decisão se concretize em todo Brasil grande a população do município será atingida pela falta de trabalho e venda nos comércios, Tony Terra Forte disse que isso também vai afetar a venda nas lojas de produtos agropecuários em Corrente. “Isso vai chegar aqui pra gente o movimento que a gente tinha de venda de arreio, o pessoal que vende bebidas nas vaquejadas vai ficar sem trabalho, o pessoal que trabalha no curral das vaquejadas vai ficar sem trabalhar, o pessoal que trabalha na organização de forma geral na vaquejada todo mundo vai perder”. Disse.

Tony destacou que é possível aliar o esporte com o bem estar do animal, segundo ele a Associação Brasileira de Vaquejada já desenvolve praticas modernas que coíbe maus tratos. Todo movimento que a gente tá fazendo a intenção é mudar o que está acontecendo, claro que existe bons e ruins, em todo esporte  em toda área, e a gente tá sendo julgado pelos ruins, hoje já existem varias regras a calda artificial que é pra não arrancar o rabo, existe um limite mínimo de areia a pista tem que ser bem forrada pra poder o boi cair numa terra macia, os bois tem que tem uma alimentação de qualidade e água limpa, dentro dos currais tem que ser bem tratado, correr pouco, então em tudo isso a vaquejada vem tentando se modernizar, só que nos não tivemos chance de conseguir essa modernização porque já levamos essa canetada”. Finalizou.

Entenda o caso:
Por 6 votos a 5, os ministros consideraram que a atividade impõe sofrimento aos animais e, portanto, fere princípios constitucionais de preservação do meio ambiente. Com a decisão o STF derrubou uma lei do Ceará que regulamentava a vaquejada.

Apesar de se referir ao Ceará, à decisão servirá de referência para todo o país, sujeitando os organizadores a punição por crime ambiental de maus tratos a animais.



















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