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Parque Solar: Prefeitos pedem suspensão, mas empresa decidi continuar os trabalhos

Reunião ocorreu na nessa manhã dessa segunda- feira, 23

23/03/2020 16h04 Atualizada há 4 meses
Por: Alessandro Guerra
Foto: Alessandro Guerra
Foto: Alessandro Guerra

Em reunião nessa segunda-feira (23), os prefeitos de Corrente, Murilo Mascarenhas, de São Gonçalo do Gurguéia, Paulo Lustosa e de Gilbués, Léo Matos, pediram a empresa Enel Green Power, responsável pelo parque solar São Gonçalo, a suspensão das atividades em forma de prevenção ao Cononavirus, tendo em vista que obra tem cerca de 1.700 trabalhadores em ação diariamente.

Os gestores demonstraram a preocupação com trabalhadores de suas respectivas cidades que atuam no parque, bem como de todo extremo sul do Piauí, tendo em vista a falta de estrutura na saúde da região.

 “Eu juntei com os colegas para a gente ver como fazer. O meu pedido é que suspendam as atividades nesse momento de pico da pandemia”, Explanou o prefeito de São Gonçalo do Gurgueia, Paulo Lustosa.

 “Não podemos deixar que esse vírus se alastre na nossa cidade e na região. Apesar do parque ser em São Gonçalo, nós já adotamos as medidas com relação aos trabalhadores de Corrente, com por exemplo, proibimos o transporte coletivo”, Colocou o prefeito.

 “Não temos um leito de UTI, não dispomos de estrutura nenhuma na nossa saúde pública aqui, nem no estado nem em municípios. Essa paralisação seria crucial nesse momento, gera prejuízos, mas todo mundo tá tendo prejuízo”, Disse o prefeito Léo Matos de Gilbués.

 Representantes da Enel, explicaram que tem um plano de ação para monitorar o avanço do coronavírus e que estão com ações de precaução sendo executadas. Destacaram ainda que o parque não se enquadra no decreto estadual, e que não irão parar as obras. “Se parar uma obra dessa é realizar demissões, é pegar os fornecedores e quebrar eles, a saúde sempre está em primeiro lugar, mas a gente não pode ignorar isso”.

Representantes da OAB, Subseção de Corrente informaram que a Ordem em contato Ministério do Trabalho e recebeu orientação para entrar petição para verificar como a empresa está agindo. "Estamos esperando o que vai ser decidido em relação a atitude da empresa, porque esse vai e vem de funcionários, é um risco para toda a sociedade que está se mobilizando, e por causa de uma atividade pode botar toda essa mobilização abaixo”, Disse Herbert Ribeiro.

Por fim, a Enel se colocou a disposição dos gestores para troca de informações, e de abertura do parque para fiscalização.

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