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14/03/2020 ás 00h10 - atualizada em 17/03/2020 ás 12h56

Alessandro Guerra

Corrente / PI

Comerciantes se sentem lesados por empresas terceirizadas de parque solar
Eles se reuniram na sexta, 13 com empresas responsáveis pela obra
Comerciantes se sentem lesados por empresas terceirizadas de parque solar
Foto: Alessandro Guerra

Comerciantes do município de Corrente (PI), que fornecem produtos e serviços para empresas terceirizadas do parque solar São Gonçalo, reclamam do atraso no pagamento, alguns alegam que estão sem receber há meses. A Associação que representa a categoria afirma que há casos de comerciantes que não recebem há 4 meses.


De acordo com o presidente da Associação Comercial e Industrial do Extremo Sul do Piauí, Fábio Júnior Rodrigues Assenço, o prejuízo atinge segmentos como: Posto de combustível, restaurante, autopeças, hotéis e aluguéis de casa, entre outros.


Por este motivo, estiveram reunidos na noite da última sexta-feira (13), com a Enel Green Power, esta responsável pelo empreendimento e Tozzi Latam, que cuida da execução do projeto. Segundo eles, o atraso por parte das empresas subcontratadas é frequente. Além disso, vários comerciantes estão sendo afetados, já que dependem do dinheiro para fazer pagamentos de dívidas com fornecedores, bancos, entre outras coisas.


O empresário Neemias Lemos, disse que os comerciantes não estão buscando cobrança de juros, mas o valor principal do que de fato fornecido e vendido para essas empresas, e que essa situação tem causado temor no comércio local.“Tem muita gente que já está no desespero, empresários que tem um capital de giro limitado e, estão simplesmente a mercê, engessados, justamente por essa boa fé, e isso vai se tornar diante desse problema, um temor generalizado para toda classe empresarial de firmar novas parcerias, poís sabemos que está vindo novos parques”.


A Enel Green Power, destacou não ter relação jurídica com as empresas subcontratadas, porém, se preocupa com todo e qualquer tipo de impacto no projeto São Gonçalo, e dessa forma tem atuado junto a Tozzi, para exigir que esse tipo de situação seja sanado. “A gente tem ciência de uma certa inadimplência de subcontratadas da Tozzi, a Enel mesmo não sendo no sentido jurídico, responsável por essas dividas, ela tem um canal de ouvidoria aberta para receber todo e qualquer tipo de denúncias”, Explicou o advogado Daniel Araújo.


Responsável pela execução do projeto, a Tozzi Latam que subcontratou as empresas Facimon e LDX, informou ter ciência do fato, que não possui débitos com as mesmas e, que deseja resolver a situação, mas que isso demanda tempo para se analisar. ”Todas as empresas receberam por tudo que elas executaram, a Tozzi não ficou devendo e, não está devendo no momento nenhuma subcontrata, infelizmente a gente não pode responder de forma imediata por esse desequilibro financeiro das subcontratadas”, Disse Camila representante da Tozzi.


Ao fim da reunião, a Enel Green Power e a Tozzi se comprometeram a analisar a demanda dos comerciantes, a fim de buscar uma solução junto as subcontratadas devedoras. A Associação Comercial e Industrial do Extremo Sul do Piauí (ACIESPI), destacou que continuará cobrando os responsáveis pela obra, diante da insatisfação dos comerciantes

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