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GERAL
Vara do trabalho de Corrente será removida para Teresina
Com a remoção a vara de Corrente passa a ser posto avançado de Bom Jesus
Alessandro Guerra Corrente - PI
Postada em 06/12/2017 ás 19h09 - atualizada em 11/12/2017 ás 02h04
Vara do trabalho de Corrente será removida para Teresina

Em votação por 4 a 3, o Tribunal Regional do Trabalho do estado do Piauí decidiu na manhã desta quarta-feira (06), remover a vara do trabalho do município de Corrente para a capital Teresina.


Em virtude do alto número de processos na capital o TRT/Piauí, pediu ao Tribunal Superior do Trabalho (TST), a possibilidade da criação de mais 4 varas, sendo 2 na capital e as demais no interior, em virtude da crise econômica o presidente do TSE, retirou o projeto. Com isso o TRT no estado teve que buscar uma solução para resolver o acúmulo na capital.


Em conversa com este portal, Ismael Paraguai, presidente da OAB- Subseção Corrente, explicou como se deu toda a discussão acerca da remoção, para ele a decisão do juiz da vara de Corrente foi fundamental para que isto ocorresse “A ideia inicial era remover a vara do município de Uruçuí, porém a lei da magistratura diz que ao remover a vara o juiz vai junto, e a juíza de lá está há pouco tempo, pela lógica quem está há mais tempo no interior é quem deveria ir pra capital, quando criaram a ideia ela se propôs a ir junto com a vara e os outros não gostaram porque eles quem deveriam ir, nem Uruçuí nem Paulistana, e o juiz da vara de Corrente, Dr. Delano fez uma manifestação no sentido de que ele renunciaria o direito de ser removido com a vara, então aceitaria numa boa ser removido para São Raimundo Nonato, então isso agradou tanto juízes quanto desembargadores. Essa decisão do magistrado pesou muito na discussão, se ele não manifesta nesse sentido a vara de Corrente não seria removida e nenhuma outra, porque eles não queriam remover a vara sem o consentimento do juiz de renunciar ao direito de ser removido junto com a vara pra poder outro juiz mais antigo pode ir pra Teresina”. Afirmou.


Com a remoção a vara de Corrente passa a ser posto avançado de Bom Jesus, o prédio continuará funcionando com servidor, a ideia é que um juiz venha fazer as audiências no município a fim de não gerar prejuízo aos jurisdicionados.


O presidente informou ainda que essa decisão é injusta e que a Ordem prepara uma manifestação no sentido de tentar anular o ato.  “A ordem prepara a possiblidade de tentar adotar alguma medida judicial ou administrativa para tentar anular esse ato, considerando que o critério utilizado pelo TRT foi desproporcional, injusto e totalmente fora dos números de produtividade que a vara tem, ou seja, se é uma das varas mais produtiva aqui inclusive já teve campanha contra trabalho escravo. A maior concentração de trabalho escravo do estado do Piauí em números é no Extremo Sul do Piauí, perde muito com isso, compromete os jurisdicionado, esse problema de trabalho escravo, enfraquece a justiça do trabalho, dificulta o acesso à justiça pelos jurisdicionados, é um prejuízo para toda a sociedade”. Finalizou.

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